Saía do metro calmamente, pensando nas amarguras que os últimos anos me devolveram, cruzei o olhar com o senhor, cabelos brancos que denunciavam uma experiência já considerável, sorriu. Um sorriso encantador, como há muito não via. Talvez nem mesmo de um conhecido, quanto mais de alguém que jamais vi. Senti uma paz. Uma saudade. Um pouco de traquilidade.
Esticar o Olhar
Expressão que bebi e tornei minha, algo que faço com as heranças que vou recebendo de todos com quem me vou cruzando..
10 de Janeiro de 2012
9 de Janeiro de 2012
6 de Janeiro de 2012
E...
quando nos pedem ajudem e não podemos dizer que sim... É talvez o que me custa mais nos últimos tempos...
Dia de Reis...
Não me apetece desligar as luzes e tirar o enfeites... No ano passado foi em março...
5 de Janeiro de 2012
A dor mora comigo. Vemo-nos todos os dias e ela faz questão de se mostrar. Não tem vergonha, nem é humilde. É austera e impetuosa, afirma-se… não arreda pé. Tenho dias que fecho os olhos, finjo que o redor é silencioso, a memória não vinga… Como se tivesse em stand-by, dormente sem emergir. Mas a falta de ar vence e acabo por despontar sem travão e com um risco imenso de um culminar funesto.
4 de Janeiro de 2012
É complicado quando se percebe que a nossa capacidade de avaliação é muito fraca... Que grande parte das escolhas que fizemos na vida não eram as mais correctas... A pressa de chegar a um objectivo ofusca o nosso discernimento e empurra-nos para o mais óbvio, rápido e fácil. Olhamos em volta e não há hipótese temos de ser nós, não há onde nem como cair, não há tempo nem espaço, não há rede nem pescador, sobramos nós. Os outros? Esses olham o horizonte.
2 de Janeiro de 2012
29 de Dezembro de 2011
Os meus Votos
Queria que este ano fosse um remédio, daqueles que curam a alma. Tenho a alma doente. De tal forma que ainda não descobri se existe no mercado o tão cobiçado. Nem no fundo das mais remotas gavetas o encontrei. Estou cansada de o procurar, mas não quero sucumbir à maleita. Não preciso de um presente de felicidade imensa, apenas de um curativo para a mágoa. Prometo tomar às horas certas e todos os dias deste bissexto que não vem nada a calhar. Fechar os olhos e sentir devagarinho a tranquilidade desse abandono. Experimentar o desvanecer do nó, a angústia tornar-se esporádica e voltar a sentir o sabor menos amargo da vida. Espero daqui a um ano, aqui estar e já poder voar mais alto arriscando um pedido mais melado. Este ano vou poupar, mas receberia uma grande fortuna.
23 de Dezembro de 2011
Natal
nem sempre o Natal é um momento de felicidade... muitas vezes é o regressar doloroso, são palavras por dizer, mágoas que aguçam, saudades que moem.
Percebe-se que tanto poderia ser diferente, tanto que dependeria de nós, se fossemos assim ou... se a vida coubesse na garganta.
Assistir sem participar, envolver sem sentir, olhar sem ver, perceber sem se importar... ficar sentado na plateia sem a cadeira dar dores nas costas... qual é o segredo?
Este natal vai doer. Vou respirar fundo e tentar ser tudo isso e deixar de ser eu. Talvez a vida fosse mais fácil e saborosa.
Já dói.
Percebe-se que tanto poderia ser diferente, tanto que dependeria de nós, se fossemos assim ou... se a vida coubesse na garganta.
Assistir sem participar, envolver sem sentir, olhar sem ver, perceber sem se importar... ficar sentado na plateia sem a cadeira dar dores nas costas... qual é o segredo?
Este natal vai doer. Vou respirar fundo e tentar ser tudo isso e deixar de ser eu. Talvez a vida fosse mais fácil e saborosa.
Já dói.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


